Fonalidade do Secarrão

Qualquer coisa aí está meu e-mail. arlic@hotmail.com PS: O espaço estar aberto para todos... PS2: Pessoal, seria interessante que depois de vcs escultarem o cd, e tal, comprassem. Quem se sentir lesado pela presença do trabalho aqui no Blog pode falar comigo que tirarei na mesma hora.

Nome:
Local: João Pessoa, Nordeste / Paraíba, Brazil

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Em primeiro lugar queria dizer q to muito feliz...consegui passar na UFPB, no curso de História
: - )

Voltando a post cd pedidos pela galera...o de hj vai pra Romaine.
ela pediu o primeiro cd de Comadre Florzinha...desculpas Romaine, eu nao consegui encontra-lo,

mas vou postar o segundo cd delas.
se vc tiver, nao tem pro, pelo menos o pessoal q nao conhece, vai conhecer agora...
e depois tento procurar de novo, certo ?!


Comadre Florzinha

Tudo começou em Recife, no ano de 1997. A percussionista Karina Buhr convidou a cantora Renata Mattar para formar um grupo só com mulheres tendo como base as vozes e a percussão. As percussionistas Virgínia Barbosa, Cristina Barbosa e Neide Alves se juntaram à dupla, mas essa união durou pouco tempo e foi com a segunda formação que a banda começou a fazer shows maiores. Fizeram parte da segunda formação Telma César, Alessandra Leão e Isaar de França. Pouco antes da gravação de "Comadre Florzinha", primeiro CD da banda, Maria Helena Sampaio passou a integrar o grupo.
Logo após a gravação essa formação se desfez e Karina, Isaar e Alessandra deram continuidade ao trabalho, prosseguindo depois apenas Karina e Isaar, trabalhando com músicos convidados. Seguiu-se também a mudança da escrita do nome pra Comadre "Fulozinha".
Alguns anos se passaram, nesse tempo: uma turnê internacional, trabalhos com Antônio Nóbrega e José Celso Martinez Corrêa (a peça "Bacantes" em 2001 e "Os Sertões-ATerra" em 2002/2003) e participações em diversas trilhas de filmes, peças teatrais e CDs de várias bandas.Nesse tempo também Isaar integrou a Orchestra Santa Massa, que acompanhava Dj Dolores e Karina a banda Bonsucesso Samba Clube.
Desde 2000 a dupla ministra uma oficina de percussão para crianças e adolescentes no bairro do Poço da Panela, em Recife. Dessa oficina saiu Kássia Pajeú, que hoje participa de todos os shows da banda. Os outros músicos que acompanham a banda hoje são Moema Macêdo no cavaquinho, bandolim e vocais, Hilda Brandão na percussão fina e vocais e o saxofonista Gilberto Pontes.O segundo CD, intitulado Tocar na Banda (Ybrazil/Trama) foi lançado em novembro de 2003.



Clique aqui pra pegar o cd...

OBS: ainda essa semana vou post um cd pra vc Everaldo...do Domiguinhos ou do Beto Brito (Forrozeiro muito bom, daqui da Paraíba)...

T+, Pessoal

terça-feira, janeiro 24, 2006

Segundo Post de hj...o primeio forrozão danado de bom logo a baixo.
esse aq vai pra o pedido de ISABELLA

O grupo Cabruêra começou na Paraíba. Este CD foi gravado em 2000 com músicas próprias e relançado em 2001 pela Nikita Music.
Cabruêra

Os cabras da Cabruêra chegam eletrificando cocos, envenenando cirandas,sampleando repentes e o que mais se apresentar.Todos tiveram uma história roqueira em seu passado; mesmo que o forró, o coco, a embolada e a cantoria de viola estivessem presentes em outros momentos de suas vidas, não eram, de início, suas opções musicais. Uns começaram regueiros, outros roqueiros, outros funkeiros, mas acabaram derivando para sua própria mistura que seria um folk-rock ou um pop-coco. No show da Cabruêra que vi em Campina Grande, havia um efeito que para mim era tipicamente nordestino. O guitarrista usa uma caneta Bic como arco para tirar do violão um zumbido de violoncelo que engoliu um besouro. Existe a presença do som de bordão rangente e contínuo, aquele pondém-pondém das violas dos repentistas e seu parentesco distante com o realejo dos vendedores ambulantes, com a sonoridade das gaitas-de-fole escocesas, ou com aquelas caixinhas de música do Oriente Médio onde o sujeito gira uma manivelazinha. Árabia, depois Ibéria, depois Capibaribe, depois Paraíba. O som nos traz de volta ao terreiro onde dançam as rabecas de Siba e Antônio Nôbrega. Vale lembrar que "um som é um som, todo som é música" sendo possível tirar um som de qualquer coisa - desde que se seja músico. Enfim, sorte da Cabruêra, que pode se dar o luxo de beber em várias fontes sem remorso nem receio: feliz de uma geração que pôde conhecer ao mesmo tempo Luiz Gonzaga e Bob Marley, Chico Buarque e Biliu de Campina, música pop e João Cabral de Melo Neto.O fole roncou lá no alto da serra... E viva a rapaziada.
Bráulio Tavares

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Opa Pessoal...como estão todos?!
Bom, to aqui pra fazer oq foi prometido...disponibilizar cds pra galera :-)
O primeiro vai pra EVERALDO...ele pediu uns cds de Forró...vou coloca so um, mas com três camaradas forrozeiros da gota serena...hehehehe
Cada um Belisca um Pouco
Dominguinhos
Oswaldinho
Sivuca
O encontro entre Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho no disco Cada um Belisca um Pouco é um daqueles momentos mágicos que fazem da nossa música uma das mais ricas do mundo. Se Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro apresentaram ao Brasil, nos anos 40 e 50, os ritmos nordestinos como o baião e o xaxado, os três sanfoneiros são responsáveis por dar ao principal instrumento de sustentação dessa música a aura da universa-lidade.
O pernambucano Dominguinhos, o paraibano Sivuca e o filho carioca do mítico Pedro Sertanejo (autor da bela Roseira do Norte, lembrada nesse trabalho), Oswaldinho, trazem no sangue a sonoridade do sertão, agreste, mas os caminhos que seguiram em busca do sonho musical deram a eles também muitas outras notas na manga. Por isso, ao reunir os três mestres em estúdio, o produtor José Milton presta um serviço inigualável à nossa música.
Luiz Gonzaga trouxe em seu matulão “xote, maracatu e baião”, já o trio de ouro da sanfona nacional entendeu que no sopro do fole respiram mais que apenas um lamento regional e a alma sofrida do nordestino. Ao empunharem juntos o instrumento o som que sai tem também o improviso e os solos do jazz americano e do choro carioca.
Os três haviam tocado juntos apenas uma vez em uma trilogia feita, em 1994, por José Milton em homenagem a Gonzaga, Jackson e João do Vale. Desde então, este projeto povoava os sonhos do produtor. Tão intimamente ligados pelas raízes, pelo instrumento e pelo talento, Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho fizeram o disco de uma tacada só, como se tivessem se encontrado em algum forró lá pelas quebradas de Garanhuns, Campina Grande ou Juazeiro. Escolheram o repertório em conjunto e, roteiro pronto, entraram em estúdio. “Foi impressionante. Eles cifraram as músicas e, na hora de gravar, harmonizavam e sabiam quando era a vez de solar com apenas um olhar”, conta José Milton.
Para dar maior liberdade ao trio, um regional de primeira linha formado por músicos que conjugam da mesma linguagem musical. Os violonistas João Lyra e Tony Sete Cordas, o cavaquinista Alceu Maia e os percussionistas Durval e Mingo Araújo deram ainda mais harmonia ao trabalho. O discípulo Waldonys engrossou o coro das sanfonas na bela Nilopolitano, de Dominguinhos, e no pot-pourri que junta Sabiá, Xote das Meninas (ambas de Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e Numa Sala de Reboco (de Gonzagão e Zé Marcolino). Aliás, por terem escolhido as músicas que entrariam no disco usando como critério apenas a memória afetiva, Gonzagão, mestre e amigo de todos, foi, espontaneamente, homenageado. Músicas conhecidas como Asa Branca e Baião (parcerias do Velho Lua com Humberto Teixeira) recebem arranjos sofisticados, com os três se alternando em solos e acompanhamentos. Outras menos conhecidas como Dança da Moda e Fuga da África voltam à tona graças à memória dos músicos.
O lado compositor de cada um também é explorado de forma interessante. De Sivuca, regravaram as clássicas Feira de Mangaio (parceria caseira com a mulher Glorinha Gadelha) e Adeus Maria Fulô além de Feijoada, registrada por ele apenas em um longínqüo 78 rotações, aqui integrando outro saboroso pot-pourri com Pagode Russo, mais uma de Gonzaga, e O Sanfoneiro só Tocava isso, de Geraldo Medeiros. De Dominguinhos relêem Eu só Quero um Xodó, Isso Aqui Tá Bom Demais e Pedras que Cantam (com os parceiros Anastácia, Nando Cordel e Fausto Nilo, respectivamente).
É de Oswaldinho, o cabra que, para desespero dos puristas, ousou misturar os ritmos nordestinos ao rock, a música que dá nome e sintetiza a alma do disco, Cada um Belisca um Pouco. Ou seja, um disco que já nasce pronto para aquele canto especial da prateleira de cada amante da música brasileira e, por que não?, universal.
JOÃO PIMENTEL

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terça-feira, janeiro 17, 2006

Renata Rosa
Renata é uma paulista de alma nordestina que se fixou em Recife e fundamentou seu trabalho entre Pernambuco e Alagoas. Sua voz tem relação direta com as vozes femininas das muitas tradições da região, especialmente o coco, o que faz dela uma das mais peculiares cantoras no momento.
Renata Rosa é a cantora, compositora, dançarina e, como se não bastasse, rabequeira que encanta. Ela realiza uma atividade rara nesta tradição musical: a de mulheres rabequeiras.
OBS: Quem quizer algum cd...eh so me pedir q vou fazer de tudo pra disponibilizar
T+

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Mestre Salustiano

Mestre Salustiano ou só Salu - tanto faz. O que o nome encobre, a rabeca retumba. Manoel Salustiano Soares, vulgo Mestre Salu, é hoje o maior nome do maracatu pernambucano, professor de nomes como Siba, o rabequeiro de Mestre Ambrósio, Antônio Nóbrega, que ganhou o País com seu teatro brincante, e Chico Science, que, à frente de sua Nação Zumbi, detonou o Mangue Bit, movimento que recebeu fortes influências da rabeca do Salu.Agora, aos 54 anos de idade e 45 de carreira, o líder do grupo de maracatu Piaba de Ouro lança seu primeiro CD. Sonho de Rabeca traz 14 faixas, algumas de domínio público e o restante do próprio artista, que toca rabeca e dá voz a quase todas as músicas – 13. Gravado de maneira independente, o disco não tem apenas maracatu. Tem também coco, ciranda e toada de cavalo marinho, ritmos igualmente tradicionais e populares. Quem assina a contracapa é Ariano Suassuna, fã confesso do Mestre. Para o escritor, Salustiano, além de valorizar a rabeca (instrumento parecido com o violino, mas que não se limita aos clássicos, tocando de tudo), é um espelho para a arte do Brasil real.


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